Brutalismo: Por que violência tem dia e hora



Este vídeo foi fornecido por Danilo Ferraz, retirado da página do Eduardo Bolsonaro, veja só que coisa no mínimo intrigante o que o Eduardo disse "Antifas/Black Blocs, seja no México ou em qualquer outro lugar, não se engane, o espírito é o mesmo: destruir usando a covardia se necessário for." Link: https://facebook.com/bolsonaro.enb/videos/889219188156200

Devemos nos lembrar de quem é Eduardo Bolsonaro: um político.
Agora vamos fazer uma breve análise do discurso:

Antifas/Black Blocs = O inimigo
seja no México ou em qualquer outro lugar = a generalização
não se engane, o espírito é o mesmo: destruir usando a covardia se necessário for. = o apelo a emoção

Resumindo: Ele está usando de populismo para convencer os seguidores dele de que os ANTIFAS são inimigos que precisam ser convencidos. E ta errado? Não, os ANTIFAS realmente são criminosos, mas existe um problema nisso: Será que o discurso irá se limitar apenas a eles?

Durante a segunda-guerra mundial podia até haver aquela massa de judeus que eram como o Edir Mais Cedo, canalhas da pior espécie, mas na hora do quebra pau todos os judeus pagaram o parto. Sim, todos os judeus, e com o discurso do Eduardo Bolsonaro isso não seria diferente. No discurso populista a vítima se torna o Estado, as massas são levadas a acreditarem que há um inimigo que ameaça a segurança nacional, a economia, a cultura, enfim, mas no final qualquer um que inicie violência contra os agentes do Estado será considerado um inimigo do Estado e será combatido até pela própria população, sim, é fascismo. Nada fora do Estado, tudo pelo Estado.

Entenderam o grau de periculosidade de se agir fora da janela de Overton? Às vezes vejo libertários e ANCAPS revoltados, dizendo que tem que partir pra porrada mesmo, que qualquer outra coisa não está funcionando. Se não há apoio de pelo menos metade da população, então o ataque ao Estado é suicídio. Imagine que você resolva fazer um ataque à um órgão estatal. Você vai organizar um grupo de pessoas que vai atacar a polícia, depois toda a opinião pública se voltará contra vocês e as vítimas no noticiário serão os policiais, enquanto que vocês serão taxados de terroristas, serão presos e depois esquecidos, suas memórias serão apagadas da história, a menos que vocês façam algo realmente grande, mesmo assim a mídia irá manipular a opinião pública contra vocês, assim vocês entrarão para a história como o grupo malvadão que fez atrocidades em prol de uma ideologia louca... se bem que toda ideologia é louca, mas enfim. Para o Estado, e para a opinião pública, todo mundo que age com violência contra as forças de Estado é bandido, a menos que a ação seja legitimada pela maioria dos indivíduos. No cenário atual os ANTIFAS estão contribuindo para o aumento do Estado, logo até manifestações pacifistas serão recebidas com tiro de borracha, e a população não vai fazer nada a respeito.

E QUAL SERIA A SOLUÇÃO ENTÃO?

A solução encontra-se no aspecto cultural. O brutalismo só é legitimado pela maioria dos indivíduos quando a própria cultura do país, estado, cidade já é favorável ao afrontamento de autoridades que explicitamente agridem pessoas inocentes, como ocorreu no estado da Virginia nos Estados Unidos no início de 2020. Protestantes na virgínia saíram às ruas armados em apoio ao armamento. Quando veremos isso no Brasil? Somente no dia em que os brasileiros reconhecerem o valor das armas e da defesa do direito de propriedade como ele é explicado pela praxeologia. Quando esse dia chegará? Talvez em 5 anos, talvez em 10 anos, talvez em 70 anos, talvez nunca. Talvez antes disso o Brasil acabe se afundando de vez num comunismo a la união soviética 2.0 ou o separatismo por algum milagre divino ocorra e todos os estados declarem independência. No Brasil seria necessário conscientizarmos as pessoas primeiro, e isso levaria tempo. O brasileiro já tem mentalidade revolucionária esquerdista e muito provavelmente irá viver o comunismo antes de tomar jeito. Pelo visto os mexicanos estão no mesmo caminho (refiro-me ao vídeo). No Brasil poderá ser como na Estônia, primeiro viveram o comunismo soviético, só então tomaram vergonha na cara e criaram um país com o mínimo de decência, porém, nem assim eles tem leis constitucionais que defendam o armamento. Veja a lei estoniana para se adquirir, portar e usar armas, só faltam falar que precisa da benção do Papa:
https://www.eesti.ee/en/security-and-defense/safety-and-security/weapons-and-weapons-permits
https://www.riigiteataja.ee/en/eli/ee/502022016003/consolide/current

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