Contra os movimentos armamentistas e em defesa do armamento legítimo dos indivíduos no Brasil

Assim que eu for morar num lugar que dê pra ter armas sem ter o Estado me enchendo o saco, eu vou me dedicar a fazer vídeos incentivando os brasileiros a desobedecerem o Estado se armando.

No Brasil eu sou minoria, não adianta eu arriscar ser perseguido como aconteceu com o Daniel Fraga, por que eu sei que no final não vai ter ninguém do meu lado, quando a coisa ficar feia, posso me sacrificar à toa. O meio ANCAP/Libertário é muito desunido no Brasil, diferente de alguns lugares dos Estados Unidos, como o estado da Virgínia, como mostra este artigo (clique aqui). Então é melhor agir com estratégia.

Estando em um lugar onde as armas são liberadas (de certa forma), eu posso ir falando não apenas da importância de se defender o direito de propriedade, como também posso falar das armas em si, e fazer até testes com armas. Posso ir conscientizando as pessoas para formarem uma massa crítica, da mesma forma que o Alexandre Porto contribuiu, e muito, para o crescimento do Anarcocapitalismo no Brasil.

Observe que hoje em dia é raro você ver uma seção de comentários onde haja alguém defendendo impostos e não haja pelo menos 3 indivíduos rebatendo o gado, explanando como e por que imposto é roubo. Isso também está se tornando uma realidade fora da internet, já que brasileiros de certa forma nunca se agradaram com o sistema tributário republicano. O Alexandre Porto está certo quando diz que conscientizar as pessoas também é uma forma de agir. Ele diz isso por que sempre aparece um débil mental pra falar "Vem pra rua lutar pelo Brasil, ficar em casa falando do conforto do sofá é fácil", como se agir pelos meios democráticos resolvesse algo, muito pelo contrário, movimentos de rua são pura boiada, é um líder usando berrante e o resto atrás mugindo.

O pacifismo em si já não funciona, quem dirá o pacifismo ideológico.
A única coisa mais próxima do pacifismo que funciona é o agorismo e nem por isso o agorismo chega a ser pacifismo, pois o mesmo prejudica direta e indiretamente os agressores cobradores de impostos (o pacifismo nem isso consegue). Como se pode chamar de pacifismo algo que dificulta a agressão do Estado?

E por falar em agorismo: No Brasil já temos um ambiente para o agorismo, que vem crescendo a cada dia, inclusive muitos empresários colocam suas vidas e empreendimentos em risco todos os dias sonegando impostos e fazendo todo o tipo de malabarismos pra se livrarem dos ladrões do Estado, mas isso sozinho não é o suficiente. Precisamos agora de um ambiente preparado para a defesa do direito de propriedade, e isso só se faz quando a maioria das pessoas reconhecer que armas são aquilo que temos de mais valioso para nos protegermos da opressão Estatal, sendo tal opressão direta, através da coerção vinda da segurança pública, ou indireta, através da violência urbana por parte das "vítimas" da sociedade, que o Estado ama, pois favorece seu intervencionismo.

Tendo uma massa crítica desenvolvida, será difícil o Estado prender quem tiver armas, por que já vai ter gente armada demais, é muita gente pra prenderem, e gente oferecendo resistência ainda.

Isso é melhor do que criar um movimento armamentista, pois caso você não saiba, movimentos políticos só existem pra fazerem as pessoas de massa de manobra, alguém diz pra mim onde está aquele movimento armamentista brasileiro agora, aquele que o Eduardo Bolsonaro fez parte num protesto, qual era o nome dele mesmo?

Não me lembro o nome do movimento do qual o Eduardo fez parte, mas me lembro que na pauta não tinha nada dizendo que iriam mexer no código penal, apenas diziam que eram pelo porte de armas. Isso configura um hoax enorme, pois basicamente as pessoas iriam ter o direito de andar armadas, mas nunca iriam poder usar as armas, uma vez que assim que a pessoa baleasse uma "vítima" da sociedade que estivesse lhe empreitando um assalto, ela seria presa de imediato. Sim, é a esse ponto em que a coisa do movimento armamentista no Brasil consegue ser grotesca. É por isso que eu sempre bato na mesma tecla: TODOS OS MOVIMENTOS POLÍTICOS SÃO ENCANTADORES DE GADO, TODOS, SEM EXCEÇÃO, NÃO IMPORTA QUAL DESCULPA UTILITARISTA DEEM, NÃO IMPORTA SE TEM ATÉ LIBERTÁRIO DEFENDENDO, NÃO IMPORTA O QUÃO RUIM ESTEJA A SITUAÇÃO, ELES APENAS FAVORECEM O ESTADO. Isso é o mesmo que aquela porcaria de voto defensivo, a pessoa votar no menos pior só por que acredita que isso vai prejudicar o Estado. Isso non ecxistê! Tire isso da sua cabeça de uma vez por todas: NÃO HÁ SOLUÇÃO ALGUMA DENTRO DA DEMOCRACIA, NÃO TEM, É INEXISTENTE, a democracia não é chamada de o Deus que falhou à toa.

É preciso se armar sem pedir permissão para o Estado, é preciso desobedecer o escravagista. Enquanto as pessoas estiverem implorando para o Estado liberar as armas, elas não terão a chance de usarem sequer um estilingue. Além disso, uma abertura de mercado precisa ser feita para que os preços caiam e a qualidade do produto aumente. As pessoas precisarão reconhecer que o direito de propriedade só pode ser defendido com armas, para isso precisarão ir contra o Estado, mas terão de defender o livre mercado.

Outro detalhe: a defesa de valores morais religiosos. Veja como nos Estados Unidos muitos americanos desde sempre vem lutando para defenderem a segunda emenda constitucional, não que eu esteja dizendo que esse papel higiênico sirva pra algo, apenas estou dizendo que tal luta vem de uma cultura de origem cristã que não quer abandonar seus valores. Para muitos a constituição é algo divino, mas sabemos que não é a constituição americana em si que garante que o indivíduo possa defender seu direito de propriedade, e sim a moral cristã enraizada.
Tem até estereótipo pra isso: Americanos tomam café da manhã com armas em cima da mesa, uma Bíblia, Bacon e ovos fritos. :)

Por mais que eu mesmo veja falhas nos sistemas religiosos, eu sei reconhecer seu papel social, so to speak. Não podemos ser liberteens achando que tudo será resolvido sob contrato, não é assim que o mundo funciona. Se moral é algo tão inútil assim, como muitos liberteens querem fazer parecer ser, por que a disseminação de ideias nazistas faz o Estado se borrar todo, censurando e chegando ao ponto até de prender quem prega tais ideias? É por que o nazismo fez coisas erradas? Fez coisas erradas sim, isso é inquestionável, mas nem mesmo isso justifica a censura à liberdade de expressão e qualquer estudante de praxeologia sabe disso.

"I’m holding my first and second amendment rights in my hands," Holly Fisher falando sobre a sua controvérsia no Twitter.(@HollyRFisher)

Vou mandar a real: O Estado censura o nazismo não por que o nazismo é uma coisa feia e errada, e sim por que o nazismo é um concorrente, é um outro modelo de Estado, o nazismo tem uma moral própria e é capaz de fazer oposição ao Estado atual, que é de origem comunista maçônica (e uma palavrinha a mais que eu prefiro não citar aqui), por isso ele é censurado. O Estado que temos hoje está pouco se lixando para o fato dos nazistas não gostarem de judeus, ele não quer é concorrência, por isso ele já mata no ninho (e você aí pensando que o nazismo é proibido por que é uma ideologia assassina).

A defesa de uma moral própria, porém cristã protestante, é o que nos impede de cairmos no comunismo. Digo cristianismo protestante, pois até o cristianismo católico é capaz de desarmar os indivíduos em prol de seu legalismo fanático. Já o protestantismo por ser a religião da Bíblia (os protestantes concordando com essa afirmação ou não) não aceitam que hajam autoridades além da palavra de Deus (a Bíblia). E mais uma vez, quero enfatizar que não estou defendendo religião alguma, inclusive eu posso até apontar os erros de qualquer religião, porém, eu não vou ser idiota de negar o que os países protestantes conseguiram conquistar, enquanto que todos os países católicos ficaram cada vez mais ferrados com o tempo, em termos de economia e segurança. A culpa é do legalismo, que por sua vez abre brecha para aberrações como o jeitinho brasileiro, esse que o Kogos adora defender, mas eu não, pois eu sei que esse pensamento faz mais mal do que bem. Da mesma forma que se usa o jeitinho para fugir do Estado, pode-se usar o jeitinho para passar a perna nos outros no empreendedorismo ou em qualquer ambiente de troca voluntária.

É melhor termos um ambiente que prega que as pessoas devem fazer aquilo que é certo (algo o mais próximo possível da defesa do direito de propriedade), do que um ambiente que abre brechas para desonestidade.


Por outro lado, sei reconhecer que os países católicos conseguiram e conseguem oferecer uma resistência cultural maior a um certo invasor cultural que eu prefiro não citar o nome (deduza), pois essa é uma das falhas do protestantismo, por ser uma religião um tanto mais liberal do que a católica, muitos indivíduos acabam se perdendo se perdendo no próprio entendimento, e consequentemente nos prazeres da carne, enquanto que o tal invasor é extremamente rigoroso nesse aspecto. Se você tem uma cultura que desafia as autoridades, os indivíduos dessa cultura tem para si uma responsabilidade ainda maior do que uma cultura que respeita o legalismo das autoridades. Como eu posso dizer isso... Thomas Jefferson disse que o preço da liberdade é a eterna vigilância, ou seja, enquanto que num país católico você não é tão livre, porém, o legalismo católico consegue de certa forma resolver certos problemas sociais, num país protestante tal legalismo não existe, então você tem mais liberdade para tomar suas próprias escolhas, e se você não for sábio, você pode acabar tomando as escolhas erradas.

Sem Deus nunca conseguiremos escapar dos genocídios causados por todas as formas de Estado. É isso que falta no Brasil: Deus. Como eu disse em um outro artigo, em 1964 o país só não pegou fogo por que as pessoas tinham armas, e isso foi numa época em que o número de cristãos por m² era infinitamente maior do que hoje, porém a maioria era católica, então ainda aceitavam viver sob a cultura legalista criada pela igreja, um prato cheio para o Estado.


Se você parar para observar, o legalismo da Igreja Católica tem muita influência no positivismo brasileiro, por exemplo, o respeito a uma hierarquia, à autoridades, assim como acontecia na época em que a Igreja Católica era forte, era preciso respeitar a hierarquia e ensinamentos da igreja para se conseguir chegar à Deus, so to speak, enquanto que no protestantismo se quebra toda essa hierarquia, assim pregando que cada homem é capaz de chegar à Deus através da Bíblia e de Jesus, sem precisar pedir permissão para tal. Agora você sabe por que os americanos conseguem defender tão bem a segunda emenda constitucional, apesar de hoje estarem com a cultura enfraquecida, isso vem das origens protestantes, é uma cultura criada em cima da afronta às autoridades, uma cultura individualista, coisa que no Brasil é inexistente.

No meu caso eu vou além, para mim o ideal seria a adoção da filosofia do Novo Pensamento americano, mas isso é assunto para outro dia.

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