Só há uma escola de economia: A austríaca. Mude minha opinião

Só há uma escola de economia: A austríaca. Todas as demais "escolas" se baseiam em arbitragem ideológica e geográfica, ideológica por que se baseiam em achismos, geográfica por que a influência das mesmas depende da região, por exemplo, atualmente o keynesianismo está ficando forte nos Estados Unidos por que os americanos estão se enfiando nas ideias marxistas.

Veja como uma pessoa como o político Bernie Sanders vem ganhando espaço, 35 anos atrás a simples candidatura desse cara seria literalmente uma piada urbana, enquanto que quem era o ícone político da época? Ronald Reagan, e o mesmo fora influenciado por Milton Friedman, "economista" da "escola" de Chicago. Sim, o discurso de livre mercado era forte na época, hoje é o contrário, os americanos estão literalmente destruindo os Estados Unidos com políticas keynesianas.

Da mesma forma, o keynesianismo não tem mais força no Brasil, enquanto que o pensamento austríaco, embora não seja possível ser politizado, só cresce. Se houver alguma melhora no futuro, será com a implementação política do pensamento da escola de Chicago, mas os políticos não vão fazer isso por serem bonzinhos, farão isso por medo do pensamento austríaco, medo do anarcocapitalismo.

Aqui entra outra coisa que eu sempre digo: O Estado só vai até onde o gado permite que ele vá. Se de repente a maioria dos indivíduos decidir se armar, decidir botar fogo em fiscal (😀), decidir sonegar, decidir joar os políticos nas latas e caçambas de lixo, consequentemente o Estado terá de se adaptar a isso. É por isso que eu também sou um forte defensor do aspecto cultural e moral da coisa, mas isso não quer dizer que eu queira nacionalismo nem patriotismo (não me entenda mal), cultura advém da ordem natural das coisas, patriotismo e nacionalismo são apenas formas que o Estado usa pra se apropriar de uma cultura, declarando-se o representante da mesma.

Eu acredito que tais aspectos Cultural e Moral são importantíssimos, pois de nada adianta você se fazer valer da ética libertária, se na prática a maioria das pessoas vai passar por cima dela, inclusive esse é o motivo principal pra eu prefir o anarcocapitalismo e não o libertarianismo, não que não haja uma moralidade libertária, é só que ela é muito fraca, fraca ao ponto de haver libertários berrando aos quatro ventos dizendo "Moral é subjetiva", muitas vezes até se portando de forma irracional e agressiva como fazem os esquerdistas, um erro de interpretação if you ask me.

Moral é subjetiva apenas no sentido de que não deve haver um agente coercitivo a impondo, isso não significa que não possa haver um ambiente de moral objetiva, quer provas? Você não precisa de um contrato pra saber que você deve respeito aos seus pais, você precisa ter consideração por eles, por que eles te geriram e te criaram (por mais que você não tenha pedido pra nascer), mas aqui entra um conceito transcendental e não vou entrar nesse mérito por que nem todo mundo aqui crê em Deus, enfim, creio que você entendeu, a moral em um ambiente familiar conservador digno é objetiva e nem por isso ela é imposta por um agressor. Pai e mãe decentes, por mais que também sejam cheios de defeitos, amam os filhos e os querem ver encaminhados na vida, e a educação que eles dão aos filhos não se baseia apenas em ética ou em relativismo moral como o do Rothbard que no final cria apenas liberteens histéricos (não que eu esteja desmerecendo tudo o que o Rothbard diz).

Um excelente exemplo do que estou dizendo é a Irlanda Medieval, um modelo anárquico onde com certeza os clãs tinham a própria moral e ética, e adotavam também um sistema democrático não coercitivo que respeitava o direito de secessão, ou separatismo, que basicamente é o direito que todos os indivíduos tem de se desassociarem de alguém, de algo ou de algum grupo, coisa que é claramente violada pelo Estado hoje e por qualquer tipo de governo autoritário que já existiu. Um indivíduo deve ser capaz de declarar independência de tudo e de todos se assim ele quiser. Tal direito só é possível graças ao direito de propriedade, fortemente defendido pela Escola Austríaca de economia e atacado por todas as demais "escolas" de economia, pois como o estado vai existir se não obrigar as pessoas dependerem dele?

Mais uma prova de que a escola austríaca de economia é a única escola de economia é o fato de que nenhum economista keynesiano, da escola de Chicago, ou de qualquer outra escola se não a Austríaca, é capaz de provar como se faz possível um sistema de preços dentro do socialismo, onde toda toda forma de Estado é socialismo, já que tal sistema surge da violação do direito de propriedade dos indivíduos, primeiro os escravizando, depois socializando seus recursos, por exemplo, quando criam programas sociais como o Bolsa Esmola do Lula.

Se há alguma lógica nas outras ditas escolas de economia, tal lógica resume-se a isto "Como podemos "legitimar" o roubo do Estado por mais tempo até que o sistema caia de vez? ", pois eles criam inúmeras teorias sem pé nem cabeça e que só fazem sentido, só tem lógica, do ponto de vista de um ladrão que esteja se beneficiando delas, como um burocrata parasita.

Burocrata não é gente, Morty, não devemos respeitá-los.


Por isso mesmo eu acredito que o Brasil antes de viver um período de prosperidade, como a Estônia está vivendo, irá passar por um cenário de resseção pesado, mas é ainda mais provável que viva um comunismo escancarado, como a Estônia viveu quando era parte da União Soviética. A coisa fica ainda mais assustadora depois que você vê este vídeo do Loryel Rocha, que embora seja um estatista, é muito incisivo quando diz que os militares criaram uma identidade nacional no Brasil:



Você não leu errado: O brasileiro realmente pensa que sua identidade é aquilo que fora criado durante o período militar. Mas vamos à base da coisa toda primeiro: Desde quando militares podem se envolver com política? Militares não tem essa função em nenhum país minimamente decente do mundo, mas então por que a república brasileira foi marcada por sucessivos golpes de Estado onde os militares sempre interviram? Sim, há possibilidade do Brasil se transformar em uma ditadura, por isso eu digo que o aspecto cultural da coisa é importante, pois até mesmo os monarquistas parlamentaristas estão errados, nossa identidade não é brasileira, é portuguesa, veja o livro "O Brasil não foi colônia", do historiador Tito Lívio Ferreira.

Baixar livro "O Brasil não Foi Colônia"

Se o brasileiro soubesse sua identidade cultural, seria muito mais difícil pra esses comunistas fazerem o que estão fazendo, mas os brasileiros não o sabem, tudo isso graças a um plano maçônico muito bem arquitetado para submeter os brasileiros a super potências como Inglaterra, mas isso é assunto pra outro artigo.

O que estou dizendo é que tendo-se uma identidade cultural legítima, baseada em uma moral que não exclui a ética libertária, torna-se muito mais difícil dominar os indivíduos que defendem tal identidade. Até o próprio Hans-Hermann Hoppe diz que entre uma monarquia absolutista e um sistema democrático, melhor a monarquia, não por ela ser o ideal, mas por ela ser bem menos pior.

Hoje, a única diferença entre o Brasil e a União Soviética, é que antes e durante a época do comunismo soviético as pessoas não tinham informação descentralizada (como o mundo todo tem hoje) e nem tinham libertários e anarcocapitalistas pra ficarem todo santo dia na internet, e até em ambientes reais, alertando as pessoas sobre os males do Estatismo e de qualquer forma de agressão, eis então mais um argumento que prova que a Escola Austríaca de economia é a única escola de economia e todo o resto não passa de delírios de figuras esquizofrênicas, porém, entretanto, contudo, a identidade cultural brasileira fora completamente destruída, o que faz com que embora hajam defensores do anarcocapitalismo, nenhum deles, repito, nenhum deles está sendo capaz de formar um verdadeiro separatismo brutalista apolítico, ou seja, nada de "O sul é o meu nariz", refiro-me a um separatismo legítimo, sem viés ideológico estatal, não há uma única comunidade brasileira capaz de oferecer resistência ao Estado, e isso se deve ao fato de que não há mais legítimos valores morais fortes em canto algum do Brasil.

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